sexta-feira, 24 de junho de 2016

[Resenha] The Game - O Jogo | Anders de la Motte

Autora: Anders de la Motte
Editora: DarkSide
Páginas: 272
Classificação: 2/5 estrelas
Título Original: The Game

Você quer jogar? É só um jogo. Isso é o que pensa Henrik “HP” Peterson, protagonista da Trilogia The Game, ao aceitar um convite anônimo, via celular, para participar de missões inusitadas pelas ruas de Estocolmo. Mas a cada tarefa cumprida, e devidamente compartilhada na rede, ele tem a sensação de que a brincadeira está ficando séria demais. Será paranoia? Ou será que HP está realmemte caindo numa poderosa rede de intrigas, com conexões que poderiam chegar aos responsáveis pelo assassinato do primeiro ministro sueco em 1986 ou até mesmo aos ataques do 11 de setembro? Quem afinal está por trás desse JOGO? Você tem coragem de investigar? 

A outra jogadora é a detetive Rebecca Normén, recém promovida para o grupo de elite do Serviço de Segurança sueco. Enquanto sua carreira decola quase por acaso, mensagens anônimas deixam claro que segredos do seu passado não estão tão bem guardados assim.

Resenha:

O jogo começa agora.

Desde que a sinopse de The Game - O Jogo foi divulgada pela DarkSide, fiquei extremamente curioso para lê-lo, só que pelo fato de ser um livro um pouco caro por conta da qualidade na fabricação, sempre adiava a compra por outros que também me despertavam interesse. Mas ao ver uma promoção, foi impossível não comprá-lo. Infelizmente, ao finalizar a leitura a sensação de decepção foi maior.

O plot principalmente do livro - o Jogo - é realmente bem interessante, mas as narrações de HP e Rebecca não. A única que me despertava interesse era a de HP e exatamente por ser ela que movimentava a trama da história, diferente da de Rebecca que, antes de unir-se à HP, só tratava de seus problemas pessoais por conta de um relacionamento do passado. Confesso que a personagem tem um certo crescimento com o passar da história e fica mais fácil compreendê-la - assim como sua narrativa melhora -, mas ainda assim não me identifiquei muito com ela. HP, como eu disse, tem uma narrativa mais interessante por ser o que acompanha o Jogo de dentro e é fácil torcer por ele, mesmo que no começo ele seja um personagem bem narcisista.

Alguns plot twists foram bem óbvios, como o que unia HP e Rebecca; mas Anders de la Motte conseguiu me surpreender em um, além de enganar o leitor com o famoso "nem tudo é o que parece". Essas conexões que o autor fez em volta de todos os personagens apresentados foi bem interessantes e é um ponto comum em livros, filmes ou séries do gênero.

Mas O Jogo realmente é o ponto alto da história e é ele que carrega a grande mensagem da obra: até onde as pessoas estão dispostas a ir por fama e dinheiro? Muitas pessoas querem ambas coisas, e não se importam por quais situações devem passar para conseguir, seja algo perigoso ou ridículo - situação que vários jogadores, inclusive HP, vivem. Por ser o primeiro livro de uma trilogia, é óbvio que vários pontos ficarão abertos, mas introdução do jogo foi bem feita, apesar do autor repetir inúmeras vezes que tudo pode ser uma grande conspiração mundial, o que já fica sub-entendido para o leitor na sinopse do livro e na primeira vez que isso é mencionado na narrativa.

Apesar disso, foi uma leitura extremamente difícil. Em vários momentos, me desconectava da história e quando via, precisava voltar vários parágrafos porque não estava entendendo nada. E mesmo sendo um livro curto - 262 páginas - levei mais de uma semana para finalizá-lo. No geral, esse volume foi decepcionante e apesar de ficar curioso para saber mais sobre O Jogo, acredito que minha experiência com a trilogia acaba aqui, o que é uma pena.

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