segunda-feira, 14 de agosto de 2017

[Resenha] Anjo Mecânico - Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Clockwork Angel

Tessa Gray tem um anjinho mecânico pendurado no pescoço, um presente de família do qual nunca se separa. O tique-taque do pingente faz com que ela se sinta segura junto à lembrança dos pais, que já morreram. 

Mal sabe Tessa que esse barulhinho muito em breve vai se tornar o odioso som de um exército comandado por forças do Submundo. Com os Caçadores de Sombras e seu recém-descoberto poder sobrenatural, ela enfrentará uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das trevas na Londres vitoriana.

Resenha:

"Tique-taque, começou a bater o coração mecânico em seus dedos..."

Sempre escutei comentários extremamente positivos sobre a trilogia As Peças Infernais, por isso a curiosidade para lê-la sempre foi grande, mas demorei porque queria intercalar a trilogia com os três últimos de Os Instrumentos Mortais.

Os personagens, assim como os de TMI, são cativantes e é fácil nos identificarmos e torcermos por eles. Tessa é uma ótima protagonista e consegue mostrar sua força, mesmo estando em um mundo novo e desconhecido. Will é parecido com Jace, mas diferente desse, gostei dele logo de cara e se tornou o meu favorito. Mas isso não tira os méritos de Jem, que também é bem desenvolvido, principalmente por toda a história triste que o cerca. Cassandra conduz o triângulo tão bem, que é impossível você "odiar" um dos dois por gostar de outro, como é comum em outras histórias. Os demais personagens também reservam boas surpresas com o passar da história.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x19: Hail and Farwell


O acerto de contas.

Review:
(Spoilers Abaixo)

A Season Finale da segunda temporada de Shadowhunters é só na próxima semana, mas as coisas no mundo dos caçadores de sombras já começaram a esquentar e ficarem mortais nesse penúltimo episódio, começando com a dupla "se juntas já causam, imagina juntas", Sebastian e Valentine. É perceptível o quanto Sebastian quer, no fundo, agradar Valentine e se mostrar um bom filho, mesmo com todo o ressentimento que ele ainda guarda. Chega até a ser repetitivo elogiar a atuação de Will Tudor, mas ele está mesmo incrível.

Toda a sequência da luta expôs ainda mais essa vontade de Sebastian, em virtude de seu surto de raiva quando Jace afirmou que Valentine gostava mais dele por não tê-lo jogado no inferno como o "irmão". Dominic Sherwood também fez um bom trabalho, principalmente com suas respostas e provocações ao estilo do Jace que conhecemos no início da série - convencido de que é o melhor em tudo. Até Izzy teve seu momento de brilhar durante a cena, quando cuspiu todo o ódio que sente de Sebastian por tentar matar Max, ajudando Jace a finalizar o serviço. Quem mandou mexer com a dona dessa série?!Vale lembrar ainda que a cena honrou o final do terceiro livro, pois o acerto de contas entre Jace e Sebastian é praticamente igual a esse, com poucas mudanças. Estou ansioso para ver como Sebastian retornará a série e espero que não demore pois como todos sabemos, ele foi o responsável pelos melhores momentos dessa segunda parte da temporada.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

[Resenha] Mentirosos - E. Lockhart

Autora: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Páginas: 272
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: We Are Liars

Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano eles passam as férias de verão numa ilha particular. Cadence — neta primogênita e principal herdeira —, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos. Cadence admira Gat por suas convicções políticas e, conforme os anos passam, a amizade com aquele garoto intenso evolui para algo mais.

Mas tudo desmorona durante o verão de seus quinze anos, quando Cadence sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

Resenha:

Na família Sinclair, ninguém é carente, criminoso, viciado ou fracassado. Mas talvez isso seja mentira.

Há muito tempo queria ler Mentirosos, pois toda uma hype criou-se quando ele foi lançado - tanto aqui, como nos EUA. E como todo mundo dizia que o menos que você soubesse sobre a história seria melhor, sempre fugia de posts que envolvessem o livro.

A história realmente consegue nos prender! A escrita de E. Lockhart é viciante, cheia de metáforas e duplo sentido, nos instigando a continuar lendo para descobrir o que aconteceu no verão dos quinze. Apesar de ter descoberto o real mistério a partir de um determinado momento, ao finalizar o livro é perceptível quantas pistas a autora deixou durante a história, ou seja, foi o típico plot twist que sempre esteve ali mas algumas pessoas que não perceberam.

Agora os personagens não conseguiram me cativar tanto, infelizmente. Não consegui me identificar e torcer por nenhum, pois a própria história nos faz desconfiar de todos. A única que realmente torci foi por Cadence - e mais para ela descobrir o que houve, do que por ela em si. Apesar disso, Gat até possui algumas cenas interessantes, quando envolve um certo Sinclair. Mas o romance e os personagens secundários realmente não me convenceram, o que foi uma pena.

Ainda assim recomendo Mentirosos caso você esteja procurando de um suspense, pois nesse quesito ele pode surpreender. Não foi uma experiência 100% ótima pois não foi tudo o que eu esperava e descobri o final, como já disse; mas ainda assim conseguiu me prender por algumas horas, então até que valeu a pena.

PS: Só leia esse parágrafo caso realmente tenha lido o livro, ok? Ok! Mais alguém ficou com a sensação de que, no fundo, Candance causou a morte dos amigos intencionalmente? A história não dá muitos indícios disso, mas como a mesma disse no início, ela gosta de "brincar com palavras" (colocando-se assim sempre como vítima, já que é a narradora), e sua mãe desde pequena a incentivou a ser a melhor neta para herdar tudo do avó, então ela pode ter dupla personalidade. Talvez não foi a intenção da autora, mas essa possibilidade me passou pela cabeça.

domingo, 6 de agosto de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x17/18: A Dark Reflection / Awake, Arise, or Be Forever Fallen


"I am her brother. She loves me."

Review:
(Spoilers Abaixo)

Não era segredo para ninguém que assim que chegasse em Shadowhunters, Sebastian iria tomar toda a atenção para si. Por mais que possua algumas diferenças entre os livros, ainda assim. Apesar de haver várias diferenças entre o Sebastian dos livros e o da série, a que mais está em evidência é que este possui - mesmo que poucos - momentos onde "questiona" as atitudes do pai, por este o ter largado no inferno. A cena onde Sebastian grita descontrolado que Clary é sua irmã e o ama já entrou para a lista de melhores da série, sem sombra de dúvidas. A introdução destes momentos é até interessante, pois a série não tenta humanizá-lo com eles; apenas quer demonstrar o quanto instável ele é mentalmente por tudo o que passou.

Prova disso é que no episódio seguinte, tivemos um Sebastian carregado em seu lado doentio, tentando terminar o serviço que começou no anterior, ao tentar matar Max - chegando até a ameaçar a própria Clary, que ele sabe que é sua irmã mas ainda assim beijou à força (!). Como já disse antes, um dos maiores problemas da série é a rapidez com que as coisas são reveladas, poderiam ter aproveitado Sebastian muito mais antes de revelá-lo para os demais personagens como o grande vilão; mas, ainda assim, é gratificante ver o quanto Will Tudor está ótimo e consegue passar com maestria todas essas nuances do personagem.

E já que citamos Max, foi bastante decepcionante a série não matá-lo. Nos livros, não é criado uma ligação entre ele e o leitor, mas ainda assim sua morte é chocante; então imaginem quanto mais isso seria na série, que veio colocando-o em evidência nas últimas semanas? Confesso que não estava cem por cento confiante de que iriam mesmo matá-lo, então não foi total surpresa, mas isso ainda rendeu mais um climão entre Cassandra Clare (autora dos livros) e a equipe da série, pois um roteirista disse que eles não seriam "sem corações ao ponto de matar o garoto", fato ironizado por Cassie. Não sei se em um momento futuro chegarão a dar um fim ao personagem, mas que perderam um grande plot twist para a série é inegável - diferente da morte de Jocelyn, que foi bastante gratuita.

terça-feira, 18 de julho de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x15/16: A Problem of Memory / Day of Atonement


Diga olá ao papai.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Estes dois últimos episódios foram divisores de água para Shadowhunters, já que a verdade sobre Sebastian veio à tona. Mas não quer dizer que isso foi feito de uma forma totalmente certa. Quem acompanha minhas reviews, sabe o quanto achei desnecessária a mudança em relação à origem do personagem, pois quem leu os livros, sabe o quanto a história por trás de sua criação é mais sentimental do que essa da série. Porém, pior do que tal mudança, foi o fato do roteiro não ter aproveitado o personagem e ter revelado sua verdadeira índole com menos de cinco episódios desde sua aparição.

Esse é um problema da série: as coisas são simplesmente jogadas, quase sem impacto. O plot twist teria sido muito mais interessante se o público confiasse no personagem e fosse pego de surpreso quando tudo fosse revelado. Sobre sua real forma, é mais do que claro que os showruners querem chocar o público mostrando que Sebastian é realmente maligno, mas nem era necessário, apenas o fato de ter sangue de demônio já o faz ser um vilão perverso. Seria muito mais interessante a série tê-lo introduzido da mesma forma dos livros e utilizar esse plot de "criatura criada no inferno" para um vilão futuro, caso não venham a querer utilizar Sebastian até o fim do show - o que eu acho bem possível, conhecendo a produção. Mas isso é causa perdida, então só nos resta torcer que essa parceria do personagem com Valentine seja bem feita como foi na obra original.

Já Clary, após beijar Jace na Corte Seelie, correu para pedir desculpas à Simon, afirmando que o ama. Só eu que sinto vontade de sacudi-la pra ela acordar pra vida? Metade do elenco diz que a magia das fadas não mente mas ela continua insistindo em dizer nutrir esse sentimento pelo amigo, quando é óbvio que nem ela acredita nisso. Felizmente, Simon foi irredutível e Climon já era. Porém, Clary continuou com o mimimi, afastando Jace direto. Só que Deus é justo e nos presenteou com um momento fofo dos dois em Day of Atonement - episódio dirigido por Paul Wesley, vale ressaltar, e que foi bem superior ao anterior -, quando ele a ajudou a se curar das alucinações causadas pelo lago. E agora que ela descobriu que seu irmão está vivo, os dois deverão se aproximar cada vez mais enquanto o procuram. Se a gente gosta disso? É claro que sim!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

[Resenha] Muito Amor, Por Favor - Arthur Aguiar, Frederico Elboni, Ique Carvalho e Matheus Rocha

Autores: Arthur Aguiar, Frederico Elboni, Ique Carvalho e Matheus Rocha
Editora: Sextante
Páginas: 240
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Muito Amor, Por Favor

Este livro reúne textos que mostram o amor do ponto de vista de quatro jovens que escrevem sobre relacionamentos legítimos e atuais, que souberam se reinventar. Sem medo de expressar seus sentimentos, deixam para trás estereótipos já obsoletos – como o controlador machista ou o piegas choroso – e falam sobre viver a dois e sobre a natureza das relações em todos os seus aspectos. 

Assim, cada autor reflete sobre o amor representado por um elemento: Arthur Aguiar escreve que “O amor é água”, dizendo que ele é fluido, mas por vezes gelado; ora tempestade, ora profundo. Fred Elboni explica que “O amor é ar”, mostrando a leveza de se amar sem sofrer, da brisa que envolve os apaixonados, mas que por vezes torna-se furacão. 

Ique Carvalho se debruça sobre quando “O amor é fogo”, que arde, aquece a alma, mas que também pode incendiar até doer. E Matheus Rocha conta que “O amor é terra”, estável, tranquilo, mas que não escapa dos terremotos da vida, que tiram tudo do lugar para que a rotina não o extermine. Um livro apaixonante, para quem ama e para quem quer amar um dia... e sempre. 

Resenha:

Um sentimento em quatro elementos.

Por ser fã do Arthur Aguiar, fiquei ansioso para ler Muito Amor, Por Favor desde quando ele foi anunciado e ver como o Arthur se sairia, afinal este é seu primeiro livro. Além dele, também tinha curiosidade sobre Ique Carvalho e Frederico Elboni pois, mesmo nunca tendo lido nada dos dois, tenho curiosidade e sempre ouço ótimos comentários sobre Faça Amor, Não Faça Jogo e Um Sorriso ou Dois, respectivamente.

Primeiro temos o elemento Fogo, com os textos de Ique, que foram meus favoritos. O autor divide seus textos entre romances e a relação com o pai, e por serem em forma de poesia, são os mais rimados. Apesar de serem nos de romance que sentimentos o verdadeiro calor do fogo, os textos sobre seu pai também são cativantes e prendem nossa atenção - talvez mais do que os de romance, pois sentimos a verdade nas palavras e no laço que os uniu. Meus favoritos foram A faísca, Só cinzas e A tocha que guia você.

O segundo elemento é Terra, por Matheus Rocha. Foi a parte que eu menos gostei e não me conectei com quase nenhuma história, pois não sentia que elas fluíam. Os contos de Matheus nos passam a sensação de desabafo e são os que mais possuem carga densa, por serem mais "pé no chão", lembrando realmente o elemento. Destaco Terremoto e Logout de você.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x13/14: Those of Demon Blood / The Fair Folk


"Você pode se enganar, mas não as vitis veritas."

Review:
(Spoilers Abaixo)

Chegamos a mais duas semanas de Shadowhunters, e antes de tudo, queria pedir desculpas por mais uma review dupla. Infelizmente, as coisas estão corridas para mim, mas tentarei ao máximo postar a do próximo episódio assim que ele sair. Situação explicada, agora vamos comentar esses episódios, porque tem muita coisa!

Começando por Those of Demon Blood, que foi bem mediano - o pior da 2B até agora, aliás. A rápida sucessão de acontecimentos na série ainda é algo que incomoda. Primeiro tivemos a rápida revelação de que Clary e Jace não são irmãos; no episódio seguinte o mesmo descobriu que era um Herondale e foi nomeado como o novo chefe do Instituto; para já nesse décimo terceiro passar o comando para Alec. Desde o começo da série, o Instituto já passou pela mão de meio elenco. Como a Clave, que é tão rigorosa, deixa isso acontecer, assim sem mais nem menos? Ma talvez ele se firme na mão de Alec, pois quem assiste a série sabe como o roteiro joga tudo para as costas do personagem ou de Malec.

E Jace realmente não merecia comandar o Instituto pois possui um plot muito melhor e que deve ser trabalhado: seu romance com Clary. Mas isso comentaremos daqui à pouco, já que esse episódio resolveu criar um novo ship para a série, entre o shadowhunter e Maia. Confesso que os dois não me incomoda tanto quanto Climon porque é visível que será apenas um casinho de sexo e nada mais, diferente da relação de Clary com Simon, que o roteiro força o maior ligação - que não convence ou existe - entre eles. E chega até a ser compreensível essa necessidade de criar novos ships da série, afinal não sabemos quantas temporadas ela durará, então o máximo de empecilhos para juntar o casal principal que a produção puder usar, ela irá.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

[Resenha] Quando Cai o Raio - Meg Cabot

Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Páginas: 272
Classificação: 2.5/5 estrelas
Título Original: When Lightning Strikes

Jessica era uma menina normal até ser atingida por um raio enquanto saía da escola. Mas, apesar de não ter ficado nem mesmo chamuscada, acaba descobrindo que ganhou um poder especial: ela agora sabe exatamente onde se encontram as crianças cujas fotos estampam o Disque-Desaparecidos. O problema é que, ao pensar que estava fazendo uma boa ação ligando para o telefone da instituição, ela acaba levantando suspeitas das autoridades... Agora só precisa convencer o FBI a acreditar nela.

Resenha:

Quando cai o raio, isso só pode significar problemas.

Como gostei bastante dos dois primeiros volumes de A Mediadora, decidi dar uma chance à série Desaparecidos, pois achei a premissa interessante e inovadora. Infelizmente, não foi uma experiência totalmente positiva.

A história é realmente inovadora, mas a achei bem infantil - e não de um jeito positivo como A Mediadora. Apesar de ser um livro curto, demorei mais de uma semana para finalizá-lo, porque sentia a sensação de que nada acontecia na história, principalmente no começo - depois que Sean aparece, temos uma leve melhorada no plot principal, mas ainda assim continuou abaixo do que eu esperava.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

[Resenha] Com Louvor - Cecily Von Ziegesar

Autora: Cecily Von Ziegesar
Editora: Galera Record
Páginas: 320
Classificação: 3/5 estrelas
Título Original: Cum Laude

Shipley é sinônimo de boa moça. Nunca faz nada errado, tem uma boa relação com sua família e entrou para uma boa faculdade. Além de tudo, é linda, loura e, surpreendentemente, virgem.

Decidida a se transformar, ela já chega ao campus da Dexter College com um maço de cigarros na bolsa, um chiclete na boca e na primeira noite conhece mais três calouros. De alguma maneira, eles acabam se um grupo nada homogêneo de amigos. Logo todos irão perceber que a faculdade é muito mais do que créditos e notas e que será preciso desrespeitar algumas regras para se divertir muito!

Resenha:

Eles estão na universidade para aprender... tudo.

Eu adoro as séries Gossip Girl It Girl, por isso, estava mais do que ansioso para ler o primeiro livro da Cecily Von Ziegesar fora desse "universo" do Upper East Side. Mas infelizmente, Com Louvor não consegue ser tão bom quanto as duas séries

Começando pelos personagens, nenhum conseguiu ter o mesmo carisma que os de GG. Apesar de não odiá-los por já conhecer o estilo sarcástico de Cecily, não consegui torcer por nenhum, exceto Adam. Ele foi o meu favorito e até curti seu envolvimento com certa personagem, mas não foi "aquele" ship. Ele é realmente um pouco parecido com Dan de GG, mas acredito que ele é mais humano e real do que o segundo. Nick e Eliza são engraçados e os que mais me fizeram rir, ao lado de Tragedy, que foi minha segunda favorita. As partes envolvendo a garota são, de longe, as melhores. Tom, por outro lado, comecei achando-o engraçado, mas o plot twist que o personagem sofre o destruiu. Já Shipley, ora achava aturável, ora detestava. O que eu menos gostei, porém, foi Patrick. Se acha o dono do mundo e é um mal-agradecido.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x11/12: Mea Maxima Culpa / You Are Not Your Own


Assuma suas emoções.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Depois de três meses, Shadowhunters está de volta com a segunda parte de sua segunda temporada, que, na teoria, deveria ser a melhor, afinal tudo que os fãs dos livros esperavam está acontecendo: Sizzy, Sebastian, Corte Seelie confirmada... enfim, várias peças importantes da série literária marcarão presença neste arco. Entretanto, como tais elementos vêm sendo conduzidos é que decepciona.

Todos estão cansados de saber que uma adaptação nunca será 100% fiel e é perda de tempo brigar por isso em pleno 2017; porém, quando a adaptação tem um material de referência extremamente bem construído e o deixa de lado para investir em algo novo mas que não possui a mesma qualidade, é preocupante. E é isso que os showrunners fazem com diversos plots que inserem na série. Primeiro com Clace e toda a história de incesto. Desde o início ela foi mal feita na série, já que os personagens quase não se importavam com o fato. Para piorar, toda a verdade foi revelada para Jace cedo demais e para Clary logo depois, no episódio de retorno, e ela simplesmente não ligou para isso, pois "está com Simon". Ou seja, além de perderem a chance de mostrar o sofrimento dos personagens por acharem que são irmãos, ainda fazem os sentimentos de Clary para com Jace soar apenas como uma atraçãozinha rápida e que já passou.

Entendo que na TV, essa história de incesto é bem mais complicada, porque há uma associação chata de mães que fazem confusão por qualquer coisa que é exibida à adolescentes, mas haviam tantas formas da verdade ser revelada ao público mas com os personagens ainda acreditando que eram parentes - Valentine poderia contar para um de seus capangas, por exemplo. Mas não, na cabeça dos roteiristas, a melhor saída é acabar com isso e investir no já saturado arco de triângulo amoroso. O pior é que Clary e Simon não tem a menor química como um casal, ainda mais com ela criando essa paixão subitamente, de um episódio para o outro. E seguindo essa mesma revelação sem emoção do plot do incesto, tivemos o de Jace descobrindo que é, na verdade, um Herondale. O roteiro não se preocupou em desenvolver Imogen e mostrá-la como uma mulher amargurada pela perda do filho, jogando isso apenas quando ela descobriu a verdade. Foi uma mudança da água para o vinho e inverossímil. E Jace aceitou tudo sem sequer questionar as ações anteriores da avó que, vale lembrar, tentou exilar Izzy do mundo dos caçadores na temporada passada (!).