sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

[Resenha] Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 276
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Turtles All the Way Down
Compre: Amazon Brasil

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Resenha:

"É muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu." (pág. 16)

Sou fã da escrita de John Green, então fiquei bastante animado quando ele anunciou Tartarugas Até lá Embaixo, depois de cinco anos sem publicar nada - seu último livro fora A Culpa é das Estrelas, em 2012.

Primeiramente, gostei bastante dos personagens, principalmente de Aza e Davis. Algumas situações que Aza vive em razão de possuir TOC são intensas, nos deixando aflitos e querendo ajudá-la. Por possuir o transtorno, John conseguiu passar veracidade em seu texto, como nos atos desesperados ou repetições de alguns dos pensamentos de Aza, mostrando a sensação de prisão e estagnação que a mesma sente em sua mente. Já é característico da escrita de John fazer protagonistas secundários nos conquistar (muitas vezes até mais que os protagonistas, como ocorreu com Margo em Cidades de Papel e Alasca em Quem é Você, Alasca?), e com Davis não foi diferente. Todos os problemas que ele enfrenta em decorrência de um acontecimento familiar nos faz torcer para que tudo dê certo para ele e o irmão.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

[Resenha] O Lado Feio do Amor - Colleen Hoover

Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 336
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Ugly Love
Compre: Amazon Brasil

Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. 

Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor. O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. 

Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

Resenha:

A diferença entre o lado feio do amor e o lado bonito é que o lado bonito é mais leve.

Apesar de Um Caso Perdido ter sido o primeiro livro da Colleen Hoover que finalizei, já havia tido um primeiro contato com a autora por meio de O Lado Feio do Amor, que havia lido as primeiras cinquenta páginas e gostado bastante; então queria continuá-lo, mas não havia tido oportunidade ainda. Porém, finalmente consegui concluir e foi uma ótima leitura, apesar de alguns pontos me incomodarem.

Não tenho do que reclamar da história. O começo parece um clichê pronto de new adult, mas a reviravolta chega com o passar das páginas e me surpreendeu novamente, pois não imaginei que determinado momento tivesse acontecido, como em Um Caso Perdido. Porém, senti falta de cenas de Tate em outro momento, como no trabalho, por exemplo. Sabemos que ela é enfermeira, mas em nenhum momento vemos isso com mais profundidade, e todas as cenas se resumem à ela e Miles ou conversas suas com Cap sobre o mesmo.


sábado, 13 de janeiro de 2018

[Resenha] A Sereia - Kiera Cass

Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 328
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: The Siren
Compre: Amazon Brasil

Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar.

Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar pois a voz da sereia é fatal, logo surge uma conexão intensa entre os dois.

É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.

Resenha:

Uma garota misteriosa. O garoto de seus sonhos. A Água entre eles.

Eu sou um grande fã de A Seleção, por isso sempre tive curiosidade sobre A Sereia, o primeiro livro de Kiera Cass, que foi relançado em 2016. Infelizmente, não o li na época, só conseguindo fazê-la agora, quase dois anos após.

Começando pela mitologia, gostei bastante do que Kiera criou. Sereias é um tema usado recorrentemente, mas nenhum livro havia apresentado-as dessa forma, servindo a Água. Kiera explicou muito bem o universo que desenvolveu. É interessante observar ainda que é quase como se as meninas tivessem uma relação de Síndrome de Estocolmo com a Água, pois, por mais que Ela as trate bem, ainda assim as usa e é rígida com elas muitas vezes.

sábado, 30 de dezembro de 2017

[Resenha] Red Hill - Jamie McGuire

Autora: Jamie McGuire
Editora: Verus
Páginas: 350
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Red Hill
Compre: Amazon Brasil

Para Scarlet, cuidar de suas duas filhas sozinha significa que lutar pelo amanhã é uma batalha diária. Nathan tem uma mulher, mas não se lembra o que é estar apaixonado; a única coisa que faz a volta para casa valer a pena é sua filha Zoe. 

A maior preocupação de Miranda é saber se seu carro tem espaço suficiente para sua irmã e seus amigos irem viajar no fim de semana, escapando das provas finais da faculdade.

Quando a notícia de uma epidemia mortal se espalha, essas pessoas comuns se deparam com situações extraordinárias e, de repente, seus destinos se misturam. Percebendo que não conseguiriam fugir do perigo, Scarlet, Nathan, e Miranda procuram desesperadamente por abrigo no mesmo rancho isolado, o Red Hill. Emoções estão a flor da pele quando novos e velhos relacionamentos são testados diante do terrível inimigo – um inimigo que já não se lembra mais o que é ser humano. O que acontece quando aquele por quem você morreria, se transforma naquele que pode lhe destruir?

Resenha:

Quando o fim do mundo se aproxima, pode o amor sobreviver?

Tenho bastante curiosidade sobre Belo Desastre, mas ainda não tive a oportunidade de lê-lo. Um dia, me deparei com Red Hill por 9,90 e decidi comprá-lo, para saber como é a escrita de Jamie McGuire. Infelizmente, não foi tudo que eu esperava, apesar de não ser necessariamente um livro ruim.

Começando pelos personagens, adorei Scarlet e Nathan. Dos três personagens principais, os dois são os melhores. Ambos são fortes e fazem de tudo para proteger as filhas, porém não curti o romance dos dois. Antes mesmo de vir a acontecer, já era previsível e mostrou-se raso e forçado. A terceira protagonista é Miranda, que me irritou durante toda a leitura. Ela acusava a irmã à todo momento de ser mimada e egoísta, mas ela que era. Os personagens secundários são bons, mas meus preferidos foram Cooper, Skeeter e Bryce.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

[Lista] Os Melhores Livros de 2017!


O fim de 2017 já está aí, então chegou a hora de listar os livros que mais se destacaram entre as minhas leituras esse ano. Diferente do ano passado, consegui superar minha meta - que eram 35 livros - e li 46 (38 novos e 8 releituras).

Para 2018, manterei a meta de 35 leituras, mas esperando ler bem mais, claro. Então, sem mais delongas, vamos aos selecionados (vale lembrar que nem todos são lançamentos de 2017, mas sim que li esse ano; e todos já foram resenhados aqui, então basta ir na individual de cada um para saber mais sobre minha opinião):

1. Cidade das Almas Perdidas:

Sem dúvidas, o melhor do ano! Essa é a segunda vez que um livro de Os Instrumentos Mortais ocupa esse posto - em 2016 foi Cidade de Vidro - e já se tornou o meu segundo favorito da série. Esse quinto volume me ganhou pelas inúmeras cenas entre Clary, Jace e Sebastian; adoro a mitologia que a Cassie criou em torno dos "filhos de Valentine". Cidade do Fogo Celestial também merece uma menção, pois foi ótimo.

2. Tocando as Estrelas:

Tocando as Estrelas foi uma surpresa, pois não esperava que ele fosse tão bom e viciante. Não vejo a hora da continuação ser lançada aqui. Agiliza aí, Novo Conceito! Vale lembrar que o livro foi adaptado em forma de série de TV, Famous in Love, por Marlene King, a mesma criadora de Pretty Little Liars.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

[Resenha] Gone - O Mundo Termina Aqui | Michael Grant

Autor: Michael Grant
Editora: Galera Record
Páginas: 518
Classificação: 5/5 estrelas
Título Original: Gone
Compre: Amazon Brasil

Em um piscar de olhos, todos com mais de 14 anos desaparecem. Restam adolescentes. Pré-adolescentes. Crianças. Nenhum adulto. Nenhum professor, policial, médico ou responsável. Linhas de telefone, redes de televisão e a internet param de funcionar. Não há como pedir ajuda. A fome é intimidante e a violência começa. 

Os animais parecem estar se transformando, e uma criatura sinistra está à espreita. Os próprios adolescentes estão ficando diferentes, desenvolvendo novos talentos: poderes inimagináveis, perigosos e mortais, que crescem dia após dia. É um mundo novo e assustador. É preciso escolher um lado — e a guerra é inevitável.

Resenha:

O mundo termina aqui.

Há muito tempo queria ler a série Gone, mas o principal empecilho para isso eram os preços exagerados - os livros da série sempre estão entre 40 e 55 reais -, o que me impedia de comprá-los e sofrer uma decepção. Felizmente consegui adquiri-lo por um preço bem em conta e comecei a ler logo que tive a chance. E como valeu a pena toda essa espera!

Fazia bastante tempo que eu havia lido a sinopse, então achava que seria uma história semelhante à Under The Dome, onde as pessoas ficam isoladas em algum lugar; mas os adolescentes não são simples adolescentes e os problemas que eles enfrentarão são bem piores do que briga por liderança ou comida. As mudanças e "novidades" no LGAR (nome dado ao local onde eles estão) são constantes, e conseguem deixar tudo ainda melhor.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

[Resenha] Cidade do Fogo Celestial - Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 532
Classificação: 5/5 estrelas
Título Original: The Mortal Instruments - City of Heavenly Fire

Sebastian Morgenstern espalha o terror pelo universo dos Nephilim e, ainda, pelo Submundo. Nada parece segurar sua sede de poder. Encantado pela lenda em torno de seu nome, em busca de se tornar a nova Estrela da Manhã, ele segue Transformando Caçadores de Sombras em seres malignos. Com a ajuda do Cálice Infernal, aumenta seu exército de Crepusculares, rompendo laços familiares e os sagrados parabatais.

Acuada, a elite armada dos Nephilim se exila em Idris. Mas nem mesmo as barreiras mágicas — ou o impressionante poder das Torres Demoníacas — parecem capazes de conter Sebastian. E com os Caçadores de Sombras encurralados, quem defenderá o mundo dos demônios?

Quando uma das mais surpreendentes traições vem à luz, Clary, Jace, Izzy, Simon e Alec precisam fugir — mesmo que sua jornada os leve aos mais assustadores reinos inferiores, onde nenhum Caçador de Sombras pisou antes e de onde nenhum ser humano jamais retornou. Amores serão sacrificados e vidas, perdidas, na mais terrível batalha entre o Bem e o Mal já testemunhada desde a criação de Os Instrumentos Mortais...

Resenha:

Preto para caçar de noite e dar sorte, pois o branco é o cor do pranto e da morte.

Eu amei Cidade das Almas Perdidas - se tornou um dos meus favoritos da série -, então estava mais que ansioso para ver como tudo se resolveria em Cidade do Fogo Celestial. Mas como era um livro grande e o ENEM estava próximo, resolvi deixar para lê-lo após a prova.

Sobre os personagens, nem é preciso dizer que todos continuam maravilhosos e bem construídos. Por conta da batalha final, o destaque maior vai para Clary e Sebastian. Gostei muito do embate final dos dois, mais do que o do livro anterior. Toda a sequência foi incrível, principalmente o final. Jace, por outro lado, continuou apagado como no livro anterior e seu drama pessoal nesse foi bem clichê e repetitivo; algo que ele já deveria ter aceitado desde Cidade dos Anjos Caídos.

domingo, 26 de novembro de 2017

[Resenha] Elevador 16 - Rodrigo de Oliveira

Autor: Rodrigo de Oliveira
Editora: Faro Editorial
Páginas: 60
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Elevador 16

Estamos em 2017. Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que passaria a uma distancia segura. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer...

Mas não podiam estar mais enganados. No dia em que o planeta estaria mais visível, enquanto todo mundo se preparava para observar o fenômeno a olho nu, um grupo seguia para um compromisso chato: trabalhar num sábado na empresa de processamento de dados, pois estavam com muitos projetos atrasados.

Na hora do almoço, 16 pessoas entram no elevador... mas ele pára entre dois andares. As comunicações não funcionam, nem alarmes, nem celulares, ninguém aparece para ajudar. E eles não sabem que, em todo o mundo, algo muito estranho aconteceu. Em poucos segundos, 10 pessoas caem num surto coletivo, como que desmaiadas. Entre o desespero, tentativas de busca por ajuda, um deles começa a abrir os olhos, mas eram olhos vazios, olhos do mal...

Resenha:

Um evento cósmico que mudaria a Terra para sempre.

Lembro que fiquei interessado em Elevador 16 logo que vi sua capa, mas sempre adiava a compra, até que o vi por apenas quatro reais na Saraiva, então o inclui no meu carrinho. E assim que o mesmo chegou, decidi passá-lo na frente dos outros e por ser curtinho, o li em poucas horas.

Em contos geralmente os personagens são mais superficiais por conta do total reduzido de páginas, mas é possível torcer por Mariana, pois ela é bem desenvolvida, corajosa e forte, lembrando bastante uma final girl. Também torcemos pelos demais personagens - mesmo sabendo que alguns cairão hora ou outra -, pois assim como Mari, todos são "inocentes".

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

[Resenha] Will & Will - John Green & David Levithan

Autores: John Green & David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 352
Classificação: 3/5 estrelas
Título Original: Will Grayson, Will Grayson

Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. 

Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

Resenha:

Um nome, um destino.

Will & Will - até o lançamento de Tartarugas Até lá Embaixo - era o único livro que não havia lido do John Green, e sempre tive curiosidade para ver como seria a junção dele e de David Levithan em uma história. Infelizmente, não foi uma leitura totalmente positiva como eu imaginava.

Começando pelos personagens, gostei apenas do Will escrito por John. Inicialmente achei Tiny e o segundo Will bastante superficiais, mas isso mudou com o passar da leitura, principalmente em relação à Tiny. Lembro que quando vi o livro pela primeira vez, achava que os dois Wills ficariam juntos em algum momento, mas descobri que isso não aconteceria antes de ler, então o título não foi uma enganação completa; porém o real relacionamento do Will de Levithan não funciona, pois os dois não têm química. O romance do Will de Green, por outro lado, consegue convencer e ser interessante. E o modo como os dois Wills se conhecem é incrível, sendo de longe o melhor momento da leitura.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

[Resenha] Uma História de Verão - Pam Gonçalves

Autora: Pam Gonçalves
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Uma História de Verão

É o último verão de Analu perto de casa antes da faculdade. Entre a dificuldade de se entender com seus pais, que queriam que ela cursasse Direito e não Cinema, e as persistentes comparações com seu irmão gêmeo, André Luiz, o grande exemplo de filho que faz tudo para agradar, a garota está cansada de tanta hipocrisia e da cobrança de todos e só quer aproveitar suas férias com os amigos.

O lugar é lindo, o clima está ideal e não faltam lembranças em cada cantinho da praia. Pena que nem todas são boas: a primeira decepção amorosa e grande paixão de Ana Luísa, Murilo, está de volta com o sorriso cafajeste de sempre e novas promessas. De um lado, o futuro em uma nova e incrível cidade, São Paulo; do outro, os amigos, a família e um amor traiçoeiro que ao mesmo tempo machuca e envolve.

Resenha:

O último verão.

Assim que Uma História de Verão foi anunciado, fiquei extremamente ansioso para ler, pois já tinha adorado O Amor nos Tempos de #Likes e Boa Noite, livros anteriores da Pam e gosto e a acompanho há bastante tempo. Então, assim que tive chance de começar a leitura, não pensei duas vezes.

Começando pelos personagens, adorei todos! A identificação com todos é extremamente rápida, principalmente se você passa o mesmo que eles - a pressão de vestibulares -, e todos são bem construídos. Gostei bem mais da Analu do que da Alina (de Boa Noite), a achei bem mais decidida, corajosa e focada. Yuri e Gisele, os melhores amigos de Analu, também têm ótimos momentos na história e a amizade dos três é bem desenvolvida, principalmente para Yuri, pois, assim como para Analu, esse verão lhe resultará descobertas.

Entre os pretendentes de Analu, temos Murilo e Nicolas, do qual gostei mais do primeiro, apesar de tudo; mas não tira os méritos de Nicolas e sua importância para Analu. Porém, o mais interessante é que, assim como em Boa Noite, Pam não deixou o romance dominar a história. Uma História de Verão realmente carrega uma carga maior nesse quesito se comparado com o primeiro, mas o foco é o amadurecimento de Analu e a forma como ela enfrenta seus problemas, afinal sua família está longe de ser a melhor. E que família! Principalmente o pai, um dos personagens mais escrotos que já tive o desprazer de conhecer. Ah, e prestem atenção pois um personagem de Boa Noite aparece aqui e fui muito bom ver como ela está atualmente.

A escrita da Pam está cada vez melhor, o que nos faz passar as páginas sem perceber. Tudo está mais detalhado mas sem ficar maçante, e unido à isso, a história possui um clima leve e até alegre - apesar da carga dramática dos problemas que Analu enfrenta -, sendo condizente com a proposta do livro e o tema "férias". E sobre o final, confesso que já esperava tal desfecho, mas não foi uma surpresa negativa, muito pelo contrário: foi necessário. Para Analu, Murilo, Nicolas e todos os outros personagens.

Na tarde de autógrafos aqui em Fortaleza, Pam disse que há possibilidades de uma continuação e ficarei feliz em rever os personagens futuramente, mas caso isso não ocorra, a história cumpriu sua proposta. Foi ótimo conhecer e acompanhar o crescimento de Analu, e não vejo a hora de ler novas histórias da Pam.